Macunaíma

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Um Herói sem caráter

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Grão Pará e Maranhão

O Estado do Grão Pará e Maranhão foi criado por Marquês de Pombal, em 31 de julho de 1751.
Entre seus objetivos, o novo Estado, com sede em Belém, permitiria, em função da posição geográfica de sua capital, demarcar com mais rapidez e segurança as fronteiras portuguesas, visando efetivar o que havia sido combinado, em 1750, com o Tratado de Madri.
Para colocar em prática as medidas tomadas por Pombal, seu meio – irmão, general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, foi encarregado de governar o recém – criado Estado, o que fez entre os anos de 1751 – 1759, deixando vários escritos, dentre os quais se podem extrair  registros de aspectos da realidade dos índios e do Estado do Grão- Pará e Maranhão na época.
A missão de Mendonça Furtado era demarcar os limites combinados no Tratado de Madri.
Apesar da transferência da capital, com o advento do novo Estado, para Belém, restava ainda uma vastíssima área a oeste para se controlar  e prover de defesa, localizada no chamado “ Sertão do Amazonas”. Diante disse, o governador Mendonça Furtado propôs á Coroa portuguesa a criação de um governo nessa região, o que foi aceito.
Nascia, com isso, a raiz do atual Estado do Amazonas, pois em três de março de 1755, era criada a capitania do São José do Javari, chamada, mais tarde, de Capitania do São José do Rio Negro, da qual se originou, posteriormente, o Estado do Amazonas.
A capitania, subordinada ao governo do Pará, teve como primeira sede a missão de Mariuá, posteriormente chamada de Vila de Barcelos, assim nomeada ás vésperas do dia em que se tornaria a capital do novo governo.
Sua instalação ocorreu em 7 de maio de 1758, sob o comando pessoal de Mendonça Furtado e teve como seu primeiro governador Joaquim de Melo e Póvoas, coronel e sobrinho do general Mendonça Furtado. Essas capitanias foram criadas  para que o colonizador pudesse controlar melhor a região, demarcando as terras para si, defendendo – as do invasor estrangeiro, além de recrutar índios para o trabalho escravo.
Dessa forma, intensificou – se a imposição das condições que permitiriam a “portugalização” da Amazônia, em prejuízo dos povos indígenas da região.

Erika Pamela















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