Macunaíma

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Um Herói sem caráter

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

As eleições na mão do povo

         Os cidadãos têm força política e é do povo que o poder político emana. Na democracia, são os cidadãos que escolhem quem faz leis e governa. Por isso, o exercício desse poder, pelo voto, é importante para o País. Por sua vez, quem for eleito, deve exercer o poder político como um serviço ao País e ao povo, de quem recebeu o mandato. Por isso, é bom verificar se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões, que requerem ações decididas dos governantes e legisladores, como a superação da pobreza, a promoção de uma economia voltada para a criação de postos de trabalho e a melhor distribuição da renda, a educação de qualidade, saúde, moradia, saneamento básico para todos, respeito à vida e defesa do meio ambiente.Governar bem é governar para todos, e não apenas para grupos, que se beneficiam do governante ou legislador para alcançar ou proteger seus interesses particulares.
          Político bom está comprometido com o bem comum, que se expressa na liberdade, justiça e solidariedade social, segurança pública e cultura da paz, no pleno respeito à dignidade da pessoa e seus fundamentais direitos, em especial, na inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural. São valores são fundamentais e irrenunciáveis para o convívio social. Isso também requer a promoção de condições econômicas para a satisfação das necessidades básicas e a vida digna da população, bem como o reconhecimento da legítima posse de bens, preservada a dimensão social da propriedade. 
            As eleições são o momento bom para escolher cidadãos dignos e capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência; momento também de não conferir esta responsabilidade pública tão importante a cidadãos que não tenham “ficha limpa”. Isso requer um esforço dos eleitores para conhecer os candidatos e para não votar de maneira inconseqüente. O voto não é mercadoria e não deve ser vendido; isso seria corrupção eleitoral. Voto não tem preço, é secreto e pessoal, mas não é assunto particular, pois é o exercício de uma responsabilidade pública e tem conseqüências para a coletividade. Voto não se dá em troca de favores, mas representa a liberdade e a dignidade de cada eleitor. Não se deve vender barato (nem caro) a própria dignidade! É preciso examinar a história pessoal dos candidatos, suas idéias e as propostas defendidas por eles e seus partidos; partidos são importantes, pois amarram a autonomia dos mandatários. Nas urnas, o eleitor deposita um “voto de confiança” nos candidatos.

Por: Waleska Moss

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