Macunaíma

Macunaíma
Um Herói sem caráter

domingo, 10 de abril de 2011

Macunaíma – Capitulo XVI – Uraricoera

O herói amanhece o dia muito doente, logo Maanape preparou um “cozimento de broto de abacate”  para que Macunaíma melhorasse. Durante o passeio do herói a Urariocoera, chora ao passar por um legar chamado Pai da Tocandeira, por lembrar-se de suas raízes. Vê tudo aquilo que pertencia a seus familiares destruídos, ou modificados.

No outro dia enquanto todos estavam se ocupando com alguma coisa, Macunaíma saiu rumo ao Rio Negro em busca da “consciência deixada na ilha de Marapatá”, porem não encontrou, logo pegou a de um “hispanoamericano” e pôs na cabeça. Jiguê encontrou uma cabeça encantada pertencente a um feiticeiro que tinha apenas uma perna, Tzaló. Usando a cabeça do feiticeiro ele consegue pescar muitos peixes, isso deixou Macunaíma impressionado e desconfiado.

Passou a observar toda vez que seu irmão ia pescar para ver o que ele estava fazendo. Ate que Macunaíma descobriu o uso da cabeça de Tzaló. Quando Jiguê se distrai Macunaíma pega a cabeça escondida. E passa a fazer a mesma coisa que Jiguê fez. Porem o herói acaba perdendo a cabeça do feiticeiro isso deixa Jiguê muito chateado ao ponto de parar de buscar comida a tribo, logo todos ficam com fome. Para se vingar de Jiguê, o herói acaba fazendo de uma presa de sucuri um anzol para que Jiguê pudesse se espetar quando fosse pescar.

Jiguê se machuca no anzol, acaba não conseguindo curar o ferimento, isso desencadeia uma lepra que acaba devorando todo o seu corpo, deixando apenas sua sombra. A princesa se chateia com as atitudes de Macunaíma, pois ultimamente havia brigando muitas vezes com Jiguê, tomada por esta raiva a princesa ordena que a sombra de Jiguê destrua o herói. A sombra se transformou em uma Bananeira, Macunaíma com fome acabada comendo todas as bananas, logo passou a ter a mesma doença que o irmão, sofrendo com a doença resolvem espalhá-la a sete povos, porem a saúde lhe salva da morte. A sombra acaba devorando a princesa e Maanape. Fugindo da sombra o herói acaba correndo todo o país, passou por vários lugares ate que se livrou. No fim deste capitulo a sombra encontra um boi no qual faz sua morada, não permitindo que o mesmo se alimentasse o tal boi acaba morrendo.

Neste capitulo é marcante o questão cultural, o nacionalismo e o primitivismo, e principalmente o modernismo que não é característica apenas desde capitulo como de todo o livro Macunaíma de Mario de Andrade.

Autora: Erica Karoline Melo Pessoa.


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