Relata o nascimento de Macunaíma no fundo do mato-virgem, o herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Tinha dois irmãos, Maanape que já era velhinho e Jiguê na força de homem. Desde o seu nascimento ate seus seis anos de idade, não falava, ate quando deram água num chocalho para ele, e Macunaíma principiou falando como todos.
Começou a passear com a companheira de Jiguê, Sofará, no mato, pois sua mãe não tinha tempo por causa do trabalho. Tornou-se num príncipe lindo e “brincava” muito com Sofará, e na volta do passeio, Sofará chegava muito cansado por trazer Macunaíma nas costas, e quando Jiguê chegava na maloca e encontrava o serviço por fazer, catava os carrapatos dela e dava-lhe uma grande surra, a qual recebia calada. Macunaíma conseguiu caçar uma anta com uma armadilha feito por um fio de fibra de curauá, de principio ninguém acreditou mais depois que Sofará viu e confirmou que era verdade toda a tribo foi buscar a bicha. Na hora de comer, Jiguê não deu nenhum pedaço de carne para Macunaíma, só as tripas, deixando Macunaíma com raiva e jurando vingança.
No outro dia Macunaíma pediu para Sofará que levasse ele para passear no mato e ficaram no mato até a boca-da-noite. Acabaram brincando muito e fizeram bastantes festinhas. Jiguê desconfiado seguiu os dois no mato, e enxergou a transformação de Macunaíma a as brincadeiras dos dois, teve muita raiva, pegou num rabo-de-tatu e chegou-o com vontade na bunda de Macunaíma, e bateu até cansar no herói. Depois Jiguê levou Sofará para o pai dela e dormiu folgado na rede.
Começou a passear com a companheira de Jiguê, Sofará, no mato, pois sua mãe não tinha tempo por causa do trabalho. Tornou-se num príncipe lindo e “brincava” muito com Sofará, e na volta do passeio, Sofará chegava muito cansado por trazer Macunaíma nas costas, e quando Jiguê chegava na maloca e encontrava o serviço por fazer, catava os carrapatos dela e dava-lhe uma grande surra, a qual recebia calada. Macunaíma conseguiu caçar uma anta com uma armadilha feito por um fio de fibra de curauá, de principio ninguém acreditou mais depois que Sofará viu e confirmou que era verdade toda a tribo foi buscar a bicha. Na hora de comer, Jiguê não deu nenhum pedaço de carne para Macunaíma, só as tripas, deixando Macunaíma com raiva e jurando vingança.
No outro dia Macunaíma pediu para Sofará que levasse ele para passear no mato e ficaram no mato até a boca-da-noite. Acabaram brincando muito e fizeram bastantes festinhas. Jiguê desconfiado seguiu os dois no mato, e enxergou a transformação de Macunaíma a as brincadeiras dos dois, teve muita raiva, pegou num rabo-de-tatu e chegou-o com vontade na bunda de Macunaíma, e bateu até cansar no herói. Depois Jiguê levou Sofará para o pai dela e dormiu folgado na rede.
No inicio do primeiro capitulo conta o nascimento de Macunaíma, “menino preto retinto”, o que leva em questão, porém sua mãe era uma índia, o que já mostra uma miscigenação, uma mistura de cultura indígena e negra. E também mostra na parte, “filho do medo da noite”, que Macunaíma tem uma origem misteriosa como muitos dos outros protagonistas de mitos e lendas. A pajelância citada no primeiro capitulo, é ligada ao folclore brasileiro, que significa uma cerimônia que o pajé faz para curar alguém, que é aplicada nas manifestações dos povos indígenas brasileiros.
Na primeira página da obra "Macunaíma" é encontrado a enumeração das danças tribais:
"(...) frenquentava com aplicação a murua aporacê o torê o bacorocô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo."
Esse trecho mostra claramente o quanto o escritor Mario de Andrade pesquisou e misturou várias culturas diferentes, de vários pontos do país, pretendendo assim, desregionalizar sua obra.
Na primeira página da obra "Macunaíma" é encontrado a enumeração das danças tribais:
"(...) frenquentava com aplicação a murua aporacê o torê o bacorocô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo."
Esse trecho mostra claramente o quanto o escritor Mario de Andrade pesquisou e misturou várias culturas diferentes, de vários pontos do país, pretendendo assim, desregionalizar sua obra.
Nesse primeiro capitulo também mostra a ausência de vírgulas e pontuação, onde nas vanguardas europeias é uma influência. A ruptura da sintaxe e da pontuação que tem em Macunaíma é uma característica do modernismo. Mostra expressões que o autor procurava mostrar no perfil da maioria dos brasileiros, como a expressão “Ai! Que preguiça!”, falada muitas vezes pelo o herói. Em Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, cria um anti-heroi, com um perfil de muitos aspectos.
Postado por João Ricardo
Postado por João Ricardo
O trabalho é fazer um comentário crítico a respeito do capítulo, relacionando ao contexto histórico, político, econômico, cultural e literário da época. Você simplesmente retirou um trecho do capítulo, fez um pequeno comentário no qual considerou apenas o aspecto literário.
ResponderExcluirProfª Raquel.